O maior adversário de Leonardo é o anti-Leo

O ex-prefeito Leonardo Rêgo até que tentou iniciar uma peregrinação pela cidade, uma espécie de visita porta a porta, na tentativa de melhorar a popularidade – em baixa desde que saiu da prefeitura, mas não vingou.

Leonardo sabe que a eleição de 2016 será difícil, bem diferente da primeira que ele disputou em 2004. Também não é nada parecida com a da reeleição, em 2008. Leonardo nunca reconheceu, mas é fato que a vitória em 2004 foi possível graças a uma combinação de fatores: o sentimento de mudança – havia sido com Lula para a presidência dois anos antes e também com Wilma para o governo do RN, e a ampla mobilização de empresários, autônomos, gente simples, que tiveram papel decisivo na campanha. Mas isso Leonardo nunca reconheceu. É como se o mérito da vitória tivesse sido tão somente dele.

Já em 2008, Leonardo viu que sozinho não conseguiria passar pelo ex-prefeito Nilton Figueiredo. O que fez Leo? Recorreu ao capital do grupo liderado por Maria Rêgo. Sem o grupo de Maria, certamente Leonardo teria sido derrotado por Nilton. Quem não lembra das pesquisas encomendadas pelo próprio grupo “leonardista”? Todas apontavam uma vitória esmagadora, quando na prática o que se viu foi uma vitória suada, apertada.

Agora, Leonardo está só! Sem nenhuma liderança que some, ele tem pela frente o maior desafio político: enfrentar Nilton e Fabricio juntos.

Se bem que o maior adversário de Leonardo não é Nilton, tampouco Fabricio. O maior adversário de Leonardo é ele mesmo, ou seja, o anti-Leo.

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